terça-feira, 28 de junho de 2011

O óbvio

Talvez o grande motivo
De eu não enxergar
Coisas óbvias
Seja minha capacidade
De me infiltrar maravilhosamente
No que ninguém quer enxergar.
Sim,eu assumo...
Eu cansei de me perder no óbvio.
Sempre estou hipnotizada
Por tudo aquilo que vai além...
Eu sempre gostei mais do lá
Do que do cá.
Eu sempre fui contraditória a sociedade.
Não,nunca foi proposital...
Essas visões tão distantes da realidade
Me fizeram mais eu
E eu gosto desse sabor de eu sem mistura.
Talvez eu ainda continue
Me questionando demais
E ainda me compare demais
Com algo que eu nunca vou querer me tornar.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Improvável

Até ontem eu vivi
A enorme estupidez
De achar que o imprevísivel
Estava muito distante de mim.
Aprendi a estacionar-me
No correto,no metódico.
Parei de ser covarde.
Não espero mais o que
Os outros esperam.
Sinceramente?
Eu não ligo se der errado,
Se o que eu sinto engrandecer
E me der o que eu sempre esperei.
Mas de uma coisa sei...
Quando penso estar imune,
Meu coração se encanta
Justamente pelo improvável.
E eu o quero.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Volúvel

Eu não sei parar
Em um único horizonte.
Sou volúvel e não me ofendo.
A plenitude de ser inscontante
É poder ser o que se é
E mais mil.
Poder ser você e não ser.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Casulo

Eu não sei
Se meu maior erro
Foi ter vivido meu mundo
Sem ouvir aos outros
Ou se foi
Ouvir aos outros
E perceber que meu mundo
É pequeno demais
Para mim mesma agora.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Meu Eu perdido

Quem sou eu
Depois dessa vírgula,
Antes do acaso premeditado?
Vivo em um espaço perdido
Sem saber o verdadeiro motivo
De todos os momentos vazios
Que nunca me deram respostas.
Sou mulher sem saber ser.
Tenho um olhar mesclado
Entre esse vão,a certeza
E a proteção.
Tenho consciência
Que não sei andar como se anda
Nem existir como se deve existir.
Sinto necessidade do que não há.
Acho que sou descenessária...
Extremamente complicada para você,
Estranhamente clara para mim.
Sou uma equação sem solução
Ou um livro escrito pela metade.
Sou ... o inverno que ostenta o verão.
Me perco nos trilhos com facilidade
E retomo meu caminho tragando desilusões.
Ainda assim,procuro sem cessar
O meu eu perdido que se esconde
Em algum lugar do qual ainda não posso entrar.

domingo, 24 de abril de 2011

Confissão

Nunca me entreguei
Completamente.
Confesso...
Acho que eu nunca
Soube sentir.
Quando eu imaginava
Ter o amor ao meu alcance,
Ele ainda estava muito distante.
Honestamente...
Nunca vivi o que meus sonhos
De menina me propunha a sonhar.
Sempre me senti amendrontada.
O arrebatamento me causa medo,
Mas a vontade de chegar
Ao ápice do penhasco
Me fez fantasiar por muito tempo.
É contraditório,
Mas tenho mil razões para
Ter esse receio
E somente uma razão para
Querê-lo tanto.
A verdade é que não sei
Viver intensamente.

terça-feira, 15 de março de 2011

Regressão

Hoje,sinto-me inalcansável
E não há pudor,
Não há amor
Que retire ou escancare
A magnitude
Do que me restou.
Estou disposta a colidir
Mesmo sem forças para voltar.
E agora há milhares de questões
Que me pressionam a sobreviver
E a viver como se o amor
Pudesse me arrebatar.
Quem disse que amores
Com teus abrangentes
Rumores
Me fazem bem?
Quem disse que afagos
Não importam
Nem me fazem regressar
Ao sentido de tudo?
Quem disse que mesmo buscando
Entre todos os progressos
E todas as dores
Pudesse de algum modo
Encontrar o sentido?
O sentido que me encontre.
O amor que regresse.
Que os afagos sejam suspendidos
Se não houver encontro.
Se não houver regressão.